Um ano de pesadelo e os bastidores da pandemia

Desde Março/2020 que vivemos o pior pesadelo das nossas vidas! Medo, destruição económica, privação dos nossos direitos, liberdades e garantias, os piores dos quais sendo a privação do direito ao trabalho e a uma escolaridade regular, harmoniosa e com sucesso. Terá valido a pena?? Deixo-vos a pergunta, cada um terá a sua própria resposta de acordo com tudo o que viveu.

Desde Fevereiro/2020 o medo foi distribuído gratuitamente pelos órgãos de comunicação social, os números vomitados diariamente pela DGS invadiam as nossas casas, a nossa tranquilidade, a nossa paz.

Os filhos foram acusados de infectar pais e avós, levando a um terrível sentimento de culpa e remorso se algum deles adoecesse.

Os professores tinham e têm medo de ser contagiados pelas crianças que foram consideradas altamente perigosas pois não desenvolvem sintomas da considerada terrível doença. Inocentes culpabilizados de transmitir a infecção.

As manifestações de carinho e amizade foram consideradas promíscuas e os abraços e beijos desapareceram, privando idosos, muitos já com algum grau de demência senil, da única sensação de conforto que é o beijo e o abraço de quem lhes é querido. Privados dessa manifestação de amor em vida, foram isolados também no seu leito de morte, partindo sem um carinho, sem uma palavra amiga que os reconfortasse. Quem ficou recordará para sempre a amargura de saber que os seus queridos enfrentaram os últimos dias de vida sós, sem um gesto de amor, rodeados de seres sem rosto, sem sorriso, vestidos de escafandros como se num outro planeta estivessem.

Porquê? O que aconteceu?

Um vírus! Entre tantos milhares de vírus apareceu um cujas formas mais graves da doença que provocou consistiram em pneumonias extensas que não respeitavam os limites dos lobos pulmonares sendo potencialmente mortais, sobretudo os mais idosos e mais frágeis.

Alguém (Drosten & Col.) decidiu rapidamente fazer valer a sua sabedoria e elaborou um protocolo (ver AQUI) para que o material genético desse vírus fosse rapidamente identificado e os portadores detectados para quebrar as cadeias de transmissão (apresentado à Eurosurveillance a 21, aceite a 22 e publicado a 23-01-2020, sem tempo suficiente para uma revisão por pares "peer review" cuidadosa). Rapidamente, sem consulta de cientistas a nível mundial, no espaço de 72 horas, a OMS tornou esse protocolo numa das suas directivas, levando a que fosse aplicado em todos os países. Só que o protocolo continha enormes erros, erros de palmatória que levavam à existência de inúmeros falsos positivos!

  1. A começar pelos "primers" (fragmentos do RNA vírico que servem de modelo para a detecção de fragmentos equivalentes no material colhido pela zaragatoa) que não tinham sido conseguidos a partir da sequenciação do genoma vírico mas sim concebidos em computador por semelhança a um outro vírus da mesma família, o SARS-COV-1.
  2. A quantidade desses "primers" que constam do protocolo era excessiva podendo fazer com que eles reagissem entre si e originassem outros tantos falsos positivos.
  3. E o número de ciclos de amplificação exagerado (50 ciclos) que também contribuiu para mais falsos positivos.

Sem explicação plausível para tantos positivos sem qualquer sintoma de doença, criou-se a noção de "infectados assintomáticos" terrivelmente perigosos, que seriam os culpados por manter cadeias de transmissão e por matar os nossos idosos (não pretendo dizer que os assintomáticos não existem! claro que existem mas no contexto de uma fase pré-sintomática que dura umas 24-72h que é seguida pelo aparecimento da sintomatologia e numa baixa percentagem, nunca os mais de 50% como tem acontecido). Já não eram só as crianças as culpadas, mas também os adultos saudáveis que acusavam positivo nos testes! Confinaram-se essas pessoas mais todos aqueles que, mesmo negativos, contactaram com eles. Fecharam-se bares, discotecas, restaurantes, cabeleireiros, centros comerciais, etc. etc. levando à destruição do "ganha pão" de inúmeras famílias, sobretudo a classe média, pois as grandes empresas continuaram a funcionar... chegou-se mesmo a tentar convencer a população que os meios de transporte não eram a fonte de transmissão mas sim o ambiente familiar!!! Um ridículo contra-senso de bradar aos céus!!!!

A OMS ordenou "testar, testar, testar" e os laboratórios organizaram-se para fabricar testes em número suficiente para providenciar as quantidades exorbitantes que se faziam e fazem por dia em todo o mundo e no nosso País em particular. Mudaram-se as máquinas para que esse teste fosse automatizado, mais rápido, aumentando ainda mais a quantidade de falsos positivos, mas segundo diziam, isso não importava pois o primordial era detectar positivos fossem eles falsos ou verdadeiros. 

Também, por directiva da OMS, não importava a causa da morte, o cadáver seria testado e se fosse positivo (falso ou verdadeiro, não importa) seria contabilizado como "morte com Covid" (ver AQUI e AQUI). Assim se originou uma quantidade substancial de mortes "devidas a essa terrível doença". As populações, sem formação sobre o assunto, o que é lógico, entraram em pânico com a contabilização de tantos positivos e tantas mortes. Para realçar ainda mais esses números apresentaram-se sempre os "acumulados", isto é, o somatório desde o dia Nº1 da pandemia, de modo que, mesmo no verão quando a incidência baixou drasticamente, esses números continuaram a aumentar. O povo crédulo na comunicação social não entendia...

Ainda estávamos no verão e já anunciavam a 2ª e 3ª e talvez 4ª vagas. É óbvio que na época da gripe teríamos problemas, como sempre tivemos, aliás. Sempre tivemos os hospitais em rotura, com camas nos corredores e enfermarias cheias na época da gripe... Com novas máquinas e testagem mais rápida, mas mais imprecisa (como dizem os antigos "depressa e bem não há quem"), aumentaram-se os testes diários de uns 15 a 18 mil em Setembro para uns 40 mil dando origem à 2ª vaga tão anunciada, pois a % de positividade só aumentou em fins de Outubro quando os casos clínicos de gripe começaram a ser interpretados como Covid devido à positividade do teste.

As equipas de vigilância da gripe foram direccionadas para a Covid, não só no nosso País mas em todo o mundo e a gripe "desapareceu" pois deixou de ser detectada. Aliás todos os boletins incluem o parágrafo

"The COVID-19 pandemic has affected healthcare seeking behaviours, healthcare provision, and testing practices and capacities in countries and areas of the European Region, which have negatively impacted on the reporting of influenza epidemiologic and virologic data during the 2020-2021 season. Due to the COVID-19 pandemic, the influenza data we present will need to be interpreted with caution, notably in terms of seasonal patterns.",

Isto é a gripe deixou de ser declarada e testada por falta de meios humanos e laboratoriais. Porém espalhou-se a ideia de que a gripe desapareceu... convenceram as populações de que a gripe "acabou", como se uma patologia endémica pudesse acabar subitamente por obra e graça de alguma divindade. E o povo acreditou, mais uma vez. Os mortos por gripe, foram contabilizados como Covid com base num teste positivo e assim se criou a 3ª vaga, tendo os testes passado de cerca de 40 mil para mais de 76 mil por dia!! Mais terror, mais confinamento, mais destruição económica, mais precaridade nas famílias... fecharam-se escolas e as crianças ficaram privadas não só de educação mas também do convívio com os seus amiguinhos. Os parques infantis foram fechados, os bancos dos jardins selados para que ninguém descansasse neles!! Presos em casa para não se contagiarem uns aos outros!! Fez-se crer que mesmo os assintomáticos poderiam ficar com sequelas gravíssimas, pulmonares e/ou cardíacas, isto baseado num trabalho que, bem analisado no parágrafo "Material e Metodos" se verifica que os doentes desse estudo eram doentes que tinham tido uma infecção grave, com patologias associadas e com internamento em UCI... não se tratava, de modo algum, de assintomáticos!

Mas o pior cenário foi terem sido canceladas as consultas médicas de rotina, canceladas as cirurgias programadas, que com o tempo passaram a urgências e mesmo emergências levando os pacientes ao hospital tarde demais. Os doentes crónicos desequilibraram, o medo de acorrer a um hospital espalhou-se, os Centros de Saúde não podiam atendê-los sobrecarregados que estavam com os utentes que, ao primeiro sintoma de síndrome gripal, entravam em pânico e procuravam uma consulta, com os testes em número exorbitante, com o controlo telefónico dos milhares de positivos que se encontravam a domicílio. Com o decorrer dos meses as mortes por falta de assistência no seu devido tempo, por falta de rastreio, nomeadamente do cancro, vieram engrossar substancialmente uma mortalidade já elevada na época gripal agravada pelos efeitos do SARS-COV-2.

Entretanto, o que se passou nos bastidores??? Que verdades não foram contadas por essa comunicação social unilateral, paga para espalhar o medo nas populações???

Alertados para os erros desse protocolo PCR, espalhado pela OMS, várias equipas começaram a trabalhar para poderem demonstrar esses erros. Os primeiros foram canadianos (ver AQUI) que provaram que o número de ciclos não devia ultrapassar 25 pois a partir desse limite, chamado "cycle threshold", as possibilidades de desenvolvimento de vírus em cultura de células era muito fraca e diminuía 32% por cada ciclo a mais acima de 24.

Este trabalho foi publicado em Maio/2020 e foi alvo de referência (referência nº37) no Scientific Brief da OMS a 09-07-2020 (ver AQUI). Portanto, desde Maio que se sabia que o protocolo tinha erros de palmatória. Aliás sabia-se desde o início, pois quem estudou biologia molecular viu imediatamente que havia erros. Não me venham dizer o contrário ou põem-se em causa as universidades, as especialidades, os doutoramentos, etc., etc., etc. Mesmo sabendo isto, continuou-se a insistir nos testes, nos "assintomáticos" tão perigosos... continuou-se a destruir as mini, pequenas e médias empresas impedindo-as de trabalhar, fechando-lhes as portas, destruindo famílias, impedindo a educação dos nossos filhos.

Nesse mesmo Scientific Brief se escreve que o teste PCR é incapaz de afirmar que alguém está infectado e muito menos doente! 

The detection of RNA using reverse transcription polymerase chain reaction (RT-PCR)-based assays is not necessarily indicative of replication- and infection-competent (viable) virus that could be transmissible and capable of causing infection.(37)

Os cientistas não foram ouvidos, quem recebeu prémios Nobel foi considerado idiota e senil e a febre do "testar,testar,testar" continuou.

Em fins de Novembro/2020 um grupo de cientistas de várias nacionalidades reuniu-se e apresentou reclamação à Eurosurveillance pedindo que fosse retirado o trabalho de Drosten & Col. apresentando pelo menos 10 erros gravíssimos nesse trabalho que deu origem ao protocolo (ver AQUI). A resposta da Eurosurveillance foi prometida para fins de Janeiro.

Entretanto, vendo a situação desmascarada, a OMS rapidamente tentou uma saída airosa e apresentou um comunicado a 14 de Dezembro em que dizia:

"Users of RT-PCR reagents should read the IFU carefully to determine if manual adjustment of the PCR positivity threshold is necessary to account for any background noise which may lead to a specimen with a high cycle threshold (Ct) value result being interpreted as a positive result."

Este comunicado veio a ser retirado e substituído pelo de 20/01/2021 (ver AQUI), muito pouco tempo antes da decisão da Eurosurveillance, de modo a relembrar o que tinha dito em Dezembro, tentando "salvar a pele". 

Traduzindo, diz o comunicado que os utilizadores do RT-PCR devem ler cuidadosamente as instruções para determinar se é necessário ajustar manualmente o limiar de positividade tendo em conta que um alto limiar (Ct) pode resultar em falsos positivos.

Realmente a Eurosurveillance respondeu (ver AQUI), depois de muito "blablabla" acaba por dizer mais ou menos isto "sim mas foi muito no início da pandemia, ainda não havia estudos suficientes... era urgente um meio de detecção... blabla... não vemos necessidade de retirar o trabalho...". Como se a falta de conhecimentos sólidos pudesse justificar um protocolo errado, um meio de detecção errado, difundido em todo o mundo por uma organização na qual as autoridades de saúde de cada País confiavam, a OMS.

Entretanto a luta internacional continuou e continua, um mega processo está a ser preparado para apresentação ao Tribunal Internacional por crimes contra a Humanidade. Os Governos fizeram marcha atrás... só posso falar do nosso... a 3ª vaga rapidamente entrou em declínio. Nunca uma curva epidémica teve uma descida tão rápida, o número de testes diminuiu substancialmente. Vêm agora falar-nos do número de ciclos... do cycle threshold, como se só agora tivessem acordado, pobres "inocentes", seguiam directivas... agora o cycle threshold está a 35... dizem... PORÉM para sequenciação e estudos científicos só aceitam zaragatoas positivas a menos de 25 ciclos... pois, quando se trata de trabalhar a sério o Ct é 25... claro que não vão "trabalhar pró boneco" em falsos positivos (ver AQUI)...

E é este o ponto da situação em que estamos:

Uma população aterrorizada que não consegue vencer o medo, pessoas que usam máscara e mesmo 2 e 3 máscaras sobrepostas quando andam sozinhas na rua julgando talvez que o ar está infectado, insultos, animosidade, para não dizer ódio, para com as pessoas que pensam de maneira diferente. A liberdade de expressão desapareceu, só existe o discurso oficial e somos obrigados a segui-lo sob pena de segregação... adeus democracia!!

Tudo isto assente num único pilar, um TESTE que NUNCA, EM TEMPO ALGUM foi capaz de indicar que uma pessoa está infectada e muito menos doente! Um teste que só é capaz de detectar um ínfimo fragmento de uma imensa cadeia genómica,  fragmento esse que não faz obrigatoriamente parte duma cadeia vírica completa, viável, capaz de ser transmitida e provocar doença, podendo ser simplesmente um detrito vírico.

O vírus, como todos os da sua família (Coronas), sofreu inúmeras mutações, quase todas cada vez menos virulentas mas com transmissibilidade maior (normalmente a gravidade da doença provocada é menor, nos vírus mais facilmente transmissíveis). Porém uma mutação acontecida no Reino Unido fez com que se alarmasse de novo o Mundo que já estava a entrar na calma da rotina... A mutação brasileira também foi destacada das outras. Mais a Sul-Africana. Todas as centenas de mutações precedentes foram esquecidas, não mereciam relevância, as notícias estavam centradas nos números até que ultimamente as pessoas, cansadas, deixaram de olhar para eles. Tinha que aparecer outro motivo de interesse: as mutações ou variantes (palavra que tem mais peso que "mutação")! Desde o início que se sabe que as mutações que surgem na Europa são diferentes das que surgem na Ásia, na América do Norte ou na América do Sul. Muito mais mutações vão surgir, como é óbvio. Também o vírus da gripe sofre inúmeras mutações, tantas que a cada ano a vacina tem que ser corrigida para a nova mutação.

Resta-me falar da vacina para a Covid-19. Os ensaios clínicos deveriam prolongar-se até 2022 para que fosse obtido o licenciamento pela FDA. Com este ensaio clínico em larga escala talvez este licenciamento seja obtido ainda neste verão 2021. Quer dizer que se está a administrar uma vacina não licenciada, cujos efeitos colaterais a médio e longo prazo se desconhecem, cuja imunidade não se sabe quanto tempo dura e também cuja eficácia para as novas mutações ou variantes está a ser posta em causa. Populações inteiras convencidas da sua eficácia são cobaias "voluntárias" para este ensaio clínico em vista de um rápido licenciamento pela FDA... já se fala de certificados ou "passaportes" de vacinação. Imaginem que nem se sabe quanto tempo dura a imunidade, que nem se sabe se será eficaz para cada nova mutação! É como exigir um certificado de vacinação contra a gripe! sem comentários ou... Admirável Mundo Novo!

Data: 
20 Fev, 2021
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