A Saúde em Portugal (19.11.2020)

A Saúde em Portugal (19.11.2020)

Felizmente o mapa já foi corrigido e a foto apresentada já não é de actualidade. 

O que estava mencionado a cores não eram os casos activos mas sim a acumulação de casos positivos desde Março. Quando viam este mapa ficavam a pensar que praticamente todo o nosso país estaria carregado de positivos. Imediatamente são levados a imaginar, por semelhança, os incêndios florestais, usando cores quentes, cada vez mais carregadas!

Poderia ter sido um truque publicitário para vos fazer pensar medo, horror e entrar em pânico, pode ter sido simplesmente um erro.

Por exemplo Lagos, onde moro, "incidência muito elevada" os 428 casos que apontam são contados desde Março. Neste momento há 110 positivos, a grande maioria assintomáticos e notem que isto se refere a TODO O CONCELHO DE LAGOS, não à cidade de Lagos!!

Não se deixem enganar, por favor!

De resto continuamos na mesma. Um grande movimento de números, tanto de novos positivos como dos que têm alta; 4.222 altas hoje, como tem acontecido nos dias precedentes. Um número imenso de positivos, a maioria assintomáticos, estão 10 dias em casa e têm alta (como na gripe). Entretanto mobilizam todos os recursos de assistência médica ambulatória privando os doentes não COVID do apoio tão necessário.

A letalidade é de 1,5%. A média móvel de hospitalização/novos casos diários é de 0,7%.

Infelizmente em cada 100 hospitalizados  ±14 necessitam de UCI, mas não sabemos quais as co-morbilidades pois alguém que à partida necessite de UCI por uma qualquer razão, terá que fazer o teste e se for positivo entra no grupo de casos COVID. Não esqueçam este detalhe, por favor pois os doentes das UCI não estão todos lá devido à COVID.

Continua a haver um importante excesso de mortalidade que não está relacionada com a COVID.

Por exemplo nas 24h de ontem houve 111 óbitos a mais que a média dos 11 anos precedentes (404-293) e com teste positivo foram 69.

Não hesitem em procurar o vosso médico se não se sentirem bem, não evitem recorrer aos serviços hospitalares, por favor!

Fontes: DGS; sulinformação

Data: 
19 Nov, 2020
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