O Medo e a Sociedade

O Medo e a Sociedade

O MEDO FOI ESPALHADO NA NOSSA SOCIEDADE. A cada dia a DGS e o Ministério da Saúde esforçam-se por manter esse medo, repetindo números em bruto, de modo a que, pelo medo, respeitemos medidas que supostamente serão eficazes no combate à pandemia. Digo "supostamente", pois não há provas científicas que certas medidas sejam eficazes, com o uso de máscaras, por exemplo.

Grande parte da nossa população não sabe, não compreende, não tem bases para analisar o que está a acontecer, tem medo de adoecer e morrer; a lucidez e o raciocínio são obnubilados pelo medo incutido.

A testagem em massa (no passado dia 13 fizeram 46854 testes!) "descobre" um elevadíssimo número de positivos por entre pessoas saudáveis, sem qualquer sinal ou sintoma de doença.

Parte-se do princípio que o teste é infalível, o que não é verdade, nenhum teste é infalível e muito menos o PCR. Nem existe capacidade para que cerca de 50.000 testes sejam analisados correctamente todos os dias e o rigor dos resultados baixa. O número de ciclos de amplificação desse teste, no nosso País, é-nos desconhecido, diz-se que "no público são 45 ciclos" e tudo leva a crer que varie de laboratório para laboratório. Gera-se assim um número impressionante de positivos + falsos positivos a cada dia que passa. O PCR é extremamente útil para CONFIRMAR a etiologia, a hipótese diagnóstica, mas não serve para rastreio.

Os testes são feitos sem que haja prescrição médica, sem que a pessoa seja previamente vista por um médico o que vai contra a leges artis. O médico deixa de ter importância e passa a ser o laboratório quem comanda se alguém está doente ou não. Um caso que seja positivo é de imediato considerado "infectado" e "doente", mesmo que a pessoa esteja perfeitamente bem, sem qualquer sintoma, mesmo sabendo que o teste NÃO DETECTA DOENÇA, mas sim fragmentos do genoma de um vírus que na maior parte das vezes não é mais que um resíduo.

Baseados no número de novos positivos por 100.000 habitantes, numa média de 14 dias, decretou-se estado de emergência e recolher obrigatório na maioria dos concelhos do País, recolher obrigatório a partir das 13h de sábado e domingo, impedindo um simples almoço num restaurante, continuando a destruir o direito fundamental do cidadão ao trabalho e à liberdade, a destroçar a economia e os valores familiares, baseados em algo controverso mas que repetido muitas vezes acaba por ser aceite pela população como real, verdadeiro e infalível. 

Os óbitos, já vos expliquei várias vezes como são contabilizados, não correspondem à causa da morte mas sim à presença de um teste positivo, antes ou depois da morte. Todos os dias os comunicam, dando relevo a essa informação e esquecendo todos os outros (a esmagadora maioria) que, por falta de assistência partiram precocemente. Se esta comunicação diária constitui ou não crime de violência psicológica, como alguns defendem, deixo aqui a questão em aberto, cada um que tire as suas conclusões.

A título de exemplo, nas 24h de 18/Nov morreram em Portugal 404 pessoas das quais só 69 foram importantes pois tinham um teste PCR positivo; não nos dizem que co-morbilidades tinham estas 69 pessoas mas sabemos que 59 tinham mais de 70 anos, idades em que várias doenças ameaçam reduzir a já curta esperança de vida. Sim porque se alguns chegam aos 90, raríssimos chegam aos 95 e só excepções atingem os 100. É triste, doloroso mas é a realidade da vida.

Mas se olharem para a letalidade, continua a baixar sendo neste momento 1,5% (desde Março). Porém se fizermos as contas à letalidade desde o dia 1 de Setembro, encontramos um valor ainda mais baixo: 1%.

Dão ênfase aos novos casos diários mas "esquecem" de dar relevo a todos os que têm alta, cerca de 4.500 a 7.000 por dia.

"Esquecem" de realçar que cerca de 96% dos "doentes activos" estão no seu domicílio e que menos de 4% necessitam de ser hospitalizados.

E nem vale a pena informar que os positivos que estão a domicílio, pelas novas regras, após 10 dias são considerados curados como se de uma gripe se tratasse (gripe ligeira, sublinho, pois uma gripe a sério não cura só em 10 dias).

E é este o estado do nosso Portugal... 

Data: 
20 Nov, 2020
1,677 leituras