A Saúde em Portugal (24.11.2020)

A Saúde em Portugal (24.11.2020)

Esta publicação não se destina a repetir a informação dada pela DGS mas sim usar esses dados comentando a análise da situação.

Recuperados

Hoje tiveram alta 7406 pessoas o que é um número significativo. Entram 3919 e saem 7406, o balanço é bom. Os positivos ao fim de 10 dias são considerados curados, logo há um grande movimento de entradas e saídas.

Testes e Positivos

Vejamos a  percentagem de positivos em relação aos testes efectuados diariamente (PCR+Testes de antigénio). Na medida em que há grande irregularidade no número de testes diários, foi calculada a média móvel de 7 dias para termos uma visão mais uniforme do que está a acontecer. Assim temos nos últimos 7 dias uma média móvel de 14,6%. Há uma ligeira tendência para a descida. Vemos essa mesma tendência na curva dos novos casos que começa a arredondar.

Letalidade

A letalidade tem-se mantido em 1,5% desde o dia 16 de Novembro. A distribuição dos óbitos por idades mantém-se, afectando sobretudo os grupos etários a partir dos 60 anos com predomínio acima dos 80. É algo que todos temos consciência, os nossos idosos têm que ser protegidos. Mas não só! as pessoas não devem ter medo de ir a um hospital se não se sentirem bem. Uma violenta dor de cabeça pode ser sintoma de uma crise hipertensiva com perigo de hemorragia cerebral. Foi o que infelizmente aconteceu: um dos óbitos, tinha menos de 59 era tio de uma amiga; fez uma crise hipertensiva com hemorragia cerebral mas como o PCR foi positivo foi codificado como COVID. 

Hospitalizações

Neste momento tem havido mais hospitalizações, sobretudo no norte do País. Porém varia muito de dia para dia. A média móvel dos 7 dias precedentes, em relação aos novos casos, é de 0,8%. Já a percentagem de hospitalizados nos doentes activos é de 4,1% o que significa que 96% dos doentes estão a recuperar nos seus domicílios.

A maioria das hospitalizações acontecem no norte do País. Não esqueçam que estão a braços também com surtos de legionella. A pneumonia por legionella é gravíssima numa grande percentagem de casos. Já foram detectados 87 casos dos quais 9 faleceram o que corresponde a 10,3%. Segundo estudos internacionais a letalidade por legionella pode ir até aos 28%. Como veem, é mais grave que a COVID apesar de afectar muito menos indivíduos.

Dos hospitalizados cerca de 15% estão nas UCI o que não deixa de ser preocupante mesmo que se saiba que muitos doentes estão lá devido a complicações das suas doenças pré-existentes.

Como dizia o Director do Serviço de Infecciologia do Hospital de S. João, Dr. António Sarmento, não há caos, existe uma actuação controlada e coordenada.

Data: 
24 Nov, 2020
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